terça-feira, março 06, 2007

PAC da Segurança

A Segurança Pública é um desses assuntos que, de tão desagradáveis, tentamos atodo custo evitar mas que abrupta e covardemente irrompe em nossas vidastrazendo desgosto, infelicidade, desânimo, ira, revolta.Já não dá mais pra fingir que vivemos em normalidade, não importa a cidade, seno Rio, São Paulo, Brasília, João Pessoa ou Uberaba, somos constantementeviolentados, ultrajados, humilhados por fatos cada vez mais absurdos.Há muito se ultrapassou o limite da humanidade. Os crimes que têm ocorrido sãopiores até mesmo que aqueles repudiados nas guerras, na literatura.Homero parecia ter descrito o ápice do terror ao narrar Príamo assistindo ocorpo já sem vida de seu filho – homem crescido, soldado em meio a conflito –Heitor sendo arrastado pela biga do perverso Aquiles. Não chegou nem perto doque ocorreu com o menino – vivo e inocente – João Hélio.A queima de toda uma família dentro de um carro, um ônibus inteiro incendiado,disque “pseudo-sequestro”, a ingratidão de um menor abandonado matando seubenfeitor que veio do estrangeiro para operar o milagre, filha rica que mata ospais, são tantos os casos que nos causam náuseas...Morreram mais cidadãos no Brasil durante o período de carnaval por armas brancasou de fogo que no Iraque, país envolto em guerra. Quase 3 vezes mais!Vivemos à espera, aguardando quando será nossa vez.Preciso e quero fazer algo para modificar este cenário e acho sim que épossível.Fazendo uma analogia, pouco mais de uma década atrás vivíamos a inflação de ummodo tal que todos acreditavam não haver mais saída. Mas, conseguimos! Semmilagres, sem soluções mirabolantes. Apenas usamos raciocínio, lógica,matemática, estatísticas, experiência, conhecimento, empenho, dedicação.Também podemos fazer o mesmo com a segurança! Existem casos assim na históriamundial.Nova York, através da política do Rudolph Giuliani de “tolerância zero”.Tudo bem, alguém pode dizer que os Estados Unidos têm mais condições que oBrasil. Então, vamos para o outro lado: Bogotá, na problemática Colômbia,conseguiu melhorias fantásticas (queda de 80 para 18 mortes em cada 100 milhabitantes em apenas 10 anos)!Não adianta procurar culpados ou justificativas. A violência não é um problemaapenas da pobreza, injustiça social ou globalização.Não adianta bradar – as autoridades, o governo, o Congresso – contra o inanimadocomo se houvesse uma divindade que, diante dos sacrifícios, fosse abrandar aíndole dos bandidos.Não, precisamos de idéias e ações claras, nominadas, pessoais, tangíveis,concretas.Iniciarei aqui uma série de propostas de soluções simples para este problema,uma espécie de PAC da Segurança.Enviem, vocês também, suas sugestões.

André Luna, 31 anos, brasileiro, residente em Brasília/DF, casado, 3 filhos,gerente de projetos de tecnologia da informação.